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Escrita sem sentido nenhum

É o nome mais justo, porque na verdade não tem sentido nenhum só uma grande vontade de escrever sobre o meu dia a dia, filhos, marido, isto de ser mulher, de estar longe dos meus, das saudades, dos bons amigos, das coisas simples...

Escrita sem sentido nenhum

É o nome mais justo, porque na verdade não tem sentido nenhum só uma grande vontade de escrever sobre o meu dia a dia, filhos, marido, isto de ser mulher, de estar longe dos meus, das saudades, dos bons amigos, das coisas simples...

19.Abr.16

#168 E se fosse contigo

Ontem a noite, vimos o programa novo da Sic,E se fosse consigo. Estive para não ver, porque fico um bocado chateada com assuntos que são uma verdadeira utopia.

Existe racismo, e vai existir sempre, não vai mudar com o suposto progresso, porque é algo que acontece todos dias sem notarmos sequer. 
Não falo do racismo entre raças, que esse é só um deles, somos preconceituosos em relação a tanta coisa. 


Mas falando do caso de ontem, a situação era extrema, mas acontece. Acontece dos dois lados, tenho a minha família cheia de casais mistos, incluído eu e sei que não foi fácil para ambos os lados.

A pior parte do programa foi mesmo a dos miúdos, é triste ouvi los dizer o que aquelas cabecinhas pequeninas, muitas delas sem maldade pensam. Mas a verdade é que eles pensam, dizem, o que vêm e ouvem.

A nossa sociedade apesar de ser multicultural não nos apresenta isso no dia, não é normal ver negros, indianos, chineses, japoneses, etc na televisão, em outdoors de campanhas, nas novelas, nos bonecos, nos livros , etc e assim vamos crescendo vendo e pensando que o caucasiano é normal e o mais aceitável. 

A Inês percebeu a pouco, a uns meses, que a cor dela não era igual à dos amigos, e que a minha não era igual à dela, e a do pai também não. Perguntou-me porque. Engasguei-me não sabia o que responder.
A resposta tem se aperfeiçoando, e tudo que lhe tem sido instituído como normal , tipo a cor de pele nos lápis de cor, expliquei lhe que a cor de pele é a cor de cada menino, e ela agora pede-me castanho. 

Sei que existe e vai sempre existir. Fazemos a nossa parte, educando e pensando muitas vezes antes de falar para não ofender ninguém. E passando que a diferença é só mesmo no tom de pele, que o resto é tudo a mesma coisa.


Edna Morais*