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Escrita sem sentido nenhum

É o nome mais justo, porque na verdade não tem sentido nenhum só uma grande vontade de escrever sobre o meu dia a dia, filhos, marido, isto de ser mulher, de estar longe dos meus, das saudades, dos bons amigos, das coisas simples...

Escrita sem sentido nenhum

É o nome mais justo, porque na verdade não tem sentido nenhum só uma grande vontade de escrever sobre o meu dia a dia, filhos, marido, isto de ser mulher, de estar longe dos meus, das saudades, dos bons amigos, das coisas simples...

30.Jun.15

#67 Benfica de hoje

Ir a Lisboa é cada vez mais estranho para mim, sinto-me desenquadrada, sinto-me turista, os 22 anos que vivi lá parece que fugiram.

Nos primeiros anos quis muito voltar, hoje não me imagino a viver noutro sitio com a minha família sem ser no sitio onde vivo.

No sábado fomos ao Colombo, parecia uma barata tonta, já não percebo nada daquilo. Lembro-me quando o Colombo abriu, era adolescente andava sempre lá enfiada. Quando tinha 21 anos cheguei a trabalhar no Continente como reforço de Natal em part-time. Sabia andar por lá, sabia os cantinhos todos, agora já não.

A cidade onde cresci, Benfica, esta diferente, finalmente acabaram a Cril, existem novas estradas, novos acessos, novas lojas, as Portas de Benfica estão modernas.

O Luis tem o habito de fazer um tour pela sua terra quando vamos visitar os pais dele, para ver o que mudou.

Desta vez fui eu, quando saímos do casamento, fui ao bairro onde vivi até aos meus 17 anos, há anos que não ia lá.

Morava na Venda nova, na Rua Marquesa de Alorna, pertence a Amadora, mas era um saltinho até Benfica, por isso era a Praça- mercado - de Benfica que íamos, a Mata de Benfica brincar quando estava calor.

Passei na rua onde morava, aonde era a nossa casa agora é um jardim. Passei pela drogaria aonde comprávamos tudo quando éramos pequenos, tinha de tudo. Na mercearia do Sr. Carlos, na padaria aonde comprávamos pão, adorava as carcaças com manteiga planta, na minha escola primaria que ia a pé.

É sempre bom lembrar-mo-nos de onde vimos.

Da próxima vez que for ao Lisboa vou visitar a minha casa/jardim.

Edna Morais *