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Escrita sem sentido nenhum

É o nome mais justo, porque na verdade não tem sentido nenhum só uma grande vontade de escrever sobre o meu dia a dia, filhos, marido, isto de ser mulher, de estar longe dos meus, das saudades, dos bons amigos, das coisas simples...

Escrita sem sentido nenhum

É o nome mais justo, porque na verdade não tem sentido nenhum só uma grande vontade de escrever sobre o meu dia a dia, filhos, marido, isto de ser mulher, de estar longe dos meus, das saudades, dos bons amigos, das coisas simples...

01.Jul.15

#68 Mês da despedida

Este é o ultimo mês da Inês na escolinha, é finalista. Tão pequena e finalista, acaba uma fase e entra numa nova.
 Esta semana é a festa de encerramento do ano lectivo, espero não fazer figuras e chorar baba e ranho.

Não gosto de despedidas, acho que ninguém gosta. quando trabalhava na creche tive de me despedir duas vezes, à primeira no meu primeiro ano de trabalho, estive com aqueles meninos durante um ano, estava com eles só da parte da tarde, ficava com eles até ao fecho.

À segunda vez foi com meninos que cuidei durante 3 anos, desde de bebés, custou muito, durante o mês de Julho tive o coração apertado, sabia que dali só iria continuar a saber, a ver crescer o meu sobrinho, que também fazia parte dessa sala - e assim foi, nunca mais soube de nenhum daqueles meninos, imagino muitas vezes como estarão hoje.

Como toda gente gostava mais de uns do que de outros e à despedida dos que gostava mais não foi fácil, mas é o ciclo normal da vida. 

Faz parte, outra fase, outras pessoas, crescer.

Desta vez estou do outro lado, agora sei que custa a quem fica e a quem vai. 

Muito do que a Inês é hoje agradeço e reconheço que foi feito com a ajuda delas.

Ela começou a andar na creche, mal souberam que estava grávida incentivaram ainda mais para que ela tirasse a fralda e assim foi entre outras coisas. Está uma mulherzinha. 

Sei que o carinho que ela sempre sentiu fez sempre com que ela quisesse ir, estar, ficar com elas, isso sossega o coração dos pais.

Mas ainda falta um mês, hoje ainda estamos inicio, para ela não se passa nada, por um lado ainda bem que assim é. Uma despedida lenta e sem noção.

Edna Morais *